Revisão da literatura sobre a senciência em invertebrados

15 Aug 2019

A Ética Animal publicou uma revisão da literatura neurocientífica relacionada ao tópico da senciência em invertebrados. A revisão examina três características principais dos sistemas nervosos que provavelmente serão úteis para o nosso entendimento da senciência em invertebrados: o número de neurônios no cérebro, a presença de estruturas cerebrais específicas e o grau de centralização.

Você pode ler a revisão dessa literatura aqui:

Revisão da literatura sobre senciência nos invertebrados

A senciência nos invertebrados é pouco estudada. Melhorar o nosso entendimento dela é crucial, porque 99.998% dos animais são invertebrados. Temos pouco conhecimento de quais diferentes tipos de organizações neurais podem dar surgimento à consciência e quais tipos de experiências são possíveis com diferentes tipos de organização. Algum progresso tem sido feito, mas é desafiador porque há uma tremenda diversidade na organização nervosa de invertebrados.

A maioria dos sistemas nervosos de vertebrados possui uma maior centralização do processamento de informação, com estruturas cerebrais distintas para a integração da informação. Muitas pesquisas têm se centrado em torno do córtex e das estruturas do mesencéfalo em mamíferos, e na busca por estruturas equivalentes em outros tipos de animais. Há um aumento na pesquisa baseada no reconhecimento de que a consciência em invertebrados não necessariamente requer estruturas ou organização neural similar àquelas encontradas nos cérebros de mamíferos.

Não há consenso em relação à maneira de medir o grau de centralização de um sistema nervoso. Algumas considerações são o agrupamento de neurônios, o número de conexões entre eles, e a velocidade do processamento da informação. Entretanto, há variáveis qualitativas que podem ser consideradas ao mesmo tempo, tais como que tipo de informação é processada e como é processada. Isso torna possível que sistemas menos centralizados possam gerar consciência.

A revisão foi escrita por Jamie Gittins, estudante de neurociências com um interesse no bem-estar e na senciência dos animais, como parte do estágio voluntário com a Ética Animal.

Leia na íntegra a revisão da literatura sobre senciência dos invertebrados.