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Resgates de animais presos

Animais muitas vezes sofrem acidentes na natureza. Por exemplo, podem ficar presos e enfrentar mortes dolorosas e prolongadas. Em muitos casos, pode ser relativamente fácil resgatá-los. Cervos e alces, por exemplo, podem ficar presos em lagos congelados. Incapazes de se libertarem, podem sofrer horrivelmente até morrerem de hipotermia, choque, falência de órgãos, exaustão, afogamento, inanição, sendo comidos por predadores, ou em consequência de ferimentos sofridos ao tentarem lutar para se libertarem. Muitos casos de resgates de animais nesses tipos de situação têm sido documentados, como os seguintes:

Cervo resgatado do meio de lago congelado no Canadá

Bombeiros resgatam cervo de lago congelado

Veado-mula resgatado de lago congelado

Piloto de helicópetro salva cervo e filhote presos no gelo

 

Outros animais em latitudes frias podem acabar ficando perdidos em pedaços flutuantes de gelo distantes da costa, presos até que o gelo derreta e eles se afoguem ou morram de hipotermia na águas muito frias. Às vezes, animais nessas situações podem ser ajudados, como neste caso:

Há casos documentados de resgates de animais presos em buracos com lama. Isso acontece especialmente com animais grandes como elefantes. Nessas situações eles podem se afogar ou ser comidos vivos por outros animais. Foi documentado um caso notório em que um filhote de elefante foi comido vivo por hienas numa situação em que teria sido perfeitamente viável salvá-lo. Há muitos exemplos de casos em que animais foram resgatados:

Salvos de morrerem na lama: filhote de elefante e sua mãe são puxados de lagoa

Aves, mesmos aquelas que são capazes de voar, podem ficar presas na lama. Mas, novamente, muitas vezes podem ser salvas:

Criança de 10 anos de idade salva pássaro do deserto de se afogar

Há muitas outras situações em que animais podem ficar presos. Em alguns casos, isso pode ser uma questão de vida ou morte para os animais1

Filhote de elefante preso em poço é salvo na Índia

Filhote de elefante queniano salvo de poço

Mulher solta garça que estava quase morrendo presa em linha de pesca

Esquilo resgatado de lagoa por três caminhões de bombeiros

Homem solta esquilo preso em cerca

Bombeiros resgatam gaivota presa

Defensores de animais resgatam morcegos de cerca com arame farpado

Homem resgata cavalo preso na neve

Cetáceos como golfinhos ou baleias às vezes ficam desorientados e acabam encalhados em praias. E tais situações é quase inevitável que o animal venha a morrer. Além disso, tradicionalmente, quando estes ficam presos dessa forma sem qualquer meio possível de se defenderem, seres humanos muitas vezes os cortam em pedaços sua carne e gordura. Recentemente, entretanto, atitudes para com cetáceos têm mudado, e em alguns casos são ajudados por seres humanos. E, embora nem sempre, às vezes temos sucesso em salvar suas vidas. Estes são alguns exemplos desses casos:

22 de 90 baleias encalhadas morrem

Em outros casos, eles podem ficar presos pelo gelo, porém em alguns casos são resgatados:

Canadenses correm para salvar 11 orcas presas

Quebra-gelos soviéticos libertam 2 baleias na costa do Alaska


 

Leituras adicionais:

Bovenkerk, B.; Stafleu, F.; Tramper, R.; Vorstenbosch, J. & Brom, F. W. A. (2003) “To act or not to act? Sheltering animals from the wild: A pluralistic account of a conflict between animal and environmental ethics”, Ethics, Place and Environment, 6, pp. 13-26.

Dawkins, R. (1995) God’s utility function”, Scientific American, 274 (6), pp. 80-85.

Donaldson, S. & Kymlicka, W. (2011) Zoopolis: A political theory of animal rights, Oxford: Oxford University Press.

Faria, C. (2016) Animal ethics goes wild: The problem of wild animal suffering and intervention in nature, PhD thesis, Barcelona: Pompeu Fabra University.

Faria, C. & Paez, E. (2015) “Animals in need: The problem of wild animal suffering and intervention in nature”, Relations: Beyond Anthropocentrism, 3, 7-13.

Hadley, J. (2006) “The duty to aid nonhuman animals in dire need”, Journal of Applied Philosophy, 23, 445-451.

Horta, O. (2013) “Zoopolis, intervention, and the state or nature”, Law, Ethics and Philosophy, 1, pp. 113-125 [acessado em 22 de janeiro de 2016].

Kirkwood, J. K. & Sainsbury, A. W. (1996) “Ethics of interventions for the welfare of free-living wild animals”, Animal Welfare, 5, 235-243.

Morris, M. C. & Thornhill, R. H. (2006) “Animal liberationist responses to non-anthropogenic animal suffering”, Worldviews, 10, 355-379.

Nussbaum, M. C. (2006) Frontiers of justice: Disability, nationality, species membership, Cambridge: Harvard University Press.

Sözmen, B. İ. (2013) “Harm in the wild: facing non-human suffering in nature”, Ethical Theory and Moral Practice, 16, pp. 1075-1088.

Tomasik, B. (2014) “The predominance of wild-animal suffering over happiness: An open problem”,Essays on Reducing Suffering, 14/10 [acessado em 3 de dezembro de 2014].

Torres, M. (2015) “The case for intervention in nature on behalf of animals: A critical review of the main arguments against intervention”, Relations: Beyond Anthropocentrism, 3 (1), pp. 33-49 [acessado em 10 de janeiro de 2016].


Notas:

1 É interessante notar que, apesar de quando muitas pessoas pensarem em primeiro lugar nos chamados animais de estimação ao pensarem em animais presos, podemos ver que aqueles que vivem na natureza precisam de auxílio com muito mais frequência. E isso é verdade mesmo se apenas considerarmos casos em que podemos intervir e ajudar. O link a seguir mostra isso bem: Suffolk: Livestock tops fire service animal rescue list.

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