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Novo artigo sobre animais e política

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A política não se resume simplesmente ao sistema de partidos políticos, eleições, sessões parlamentares e afins. Trata-se também de como uma sociedade está organizada para atingir seus objetivos, de como o poder está distribuído, de como as decisões são tomadas e de como questões de justiça e temas relacionados são abordados. Além disso, trata-se, essencialmente, do que uma comunidade deveria ter como objetivo.

Se os argumentos contra o especismo estão corretos, isso significa que um importante objetivo que as instituições políticas deveriam buscar é proteger os interesses dos animais não humanos, esforçando-se para garantir que esses interesses sejam satisfeitos, e não frustrados.

Poderíamos pensar que seria impossível que as sociedades políticas chegassem a aplicar medidas que concedessem consideração total a animais não humanos porque os únicos indivíduos que podem votar em nossas sociedades são os seres humanos. Mas isso não se justifica. Comunidades políticas atualmente conferem direitos a crianças, adultos sem capacidades cognitivas complexas e pessoas sem cidadania que não têm o direito de votar. Não existe motivo para que não possam fazer o mesmo no caso de animais não humanos.

Este novo artigo examina essa questão de forma detalhada, explicando como os interesses dos animais não humanos podem ser considerados na teoria política, e explicando também porque a política não deveria tratar apenas dos interesses humanos, mas também dos interesses de todos os seres sencientes:

Animais e política

É verdade que está nas mãos de quem detém o poder em uma sociedade a decisão sobre quais objetivos tal sociedade irá buscar, de modo que o destino dos animais não humanos está, em última análise, nas mãos de seres humanos. Mas, conforme a oposição ao especismo cresce, nos empenhamos continuamente para que os interesses dos animais não humanos sejam levados em consideração.

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