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Vacinação e tratamento de animais doentes e feridos

Doenças e ferimentos são outra grande fonte de tormento para animais não humanos na natureza. Mas, felizmente, essa também é uma das áreas em que atualmente conhecemos maneiras significativas de ajudá-los. O texto sobre doenças na natureza explica isso em detalhes. Muitos ambientalistas sustentam que animais selvagens não devem ser ajudados porque não é “natural” ou porque não devemos nos preocupar com os animais individualmente . Mas quando vemos os argumentos para rejeitar o especismo e nos opomos à discriminação contra animais, reconhecemos que não há motivos válidos para não tentar ajudá-los quando pudermos fazê-lo.

Animais que sofrem de doenças e ferimentos

Felizmente, há experiências que mostram que intervenções na natureza para fornecer cuidados médicos aos animais muitas vezes são perfeitamente viáveis. Além disso, alguns de nós realmente podemos estar em situações em que somos capazes de dar os primeiros socorros ou um atendimento geral para animais que estão feridos ou doentes.

Gorilla Doctors

Tratamento da infecção de vermes pulmonares em carneiros-selvagens

Vacinação de animais na natureza

Além do auxílio a animais que já estão doentes ou machucados, algo importante que pode ser feito para ajudar animais na natureza a ficarem livres de doenças é a vacinação. Algumas pessoas que não estão familiarizadas com o progresso feito nesse campo podem achar essa ideia surpreendente. Mas há muitos exemplos de vacinações de animais que vivem na natureza que têm sido realizadas em vários países em larga escala. Talvez o caso mais importante seja a vacinação contra raiva, que tem sido realizada em larga escala em vários países diferentes. Além disso, vacinas contra muitas outras doenças que os animais sofrem também têm sido desenvolvidas.

Vacinação oral antirrábica

Um exemplo paradigmático da imunização de animais selvagens é a vacinação de raposas contra a raiva1 que erradicou com sucesso a doença na Europa. Isso foi feito para prevenir a doença de espalhar-se e ser transmitida a animais que vivem com humanos, como cães, ou aos próprios humanos. A vacinação foi administrada através da dispersão aérea de iscas contendo vacina antirrábica que então foram ingeridas pelas raposas. O consumo da vacina foi monitorado pelo exame da dentição das raposas, já que juntamente da vacina, elas ingeriram também um antibiótico que produz uma marca fluorescente nos dentes2.

Programas similares foram efetuados em todo o mundo. Por exemplo, nos Estados Unidos, tentativas de eliminar a doença começaram na década de 19703 e finalmente obtiveram êxito em Parramore Island, Virginia4, Williamsport, Pennsylvania5 e Cape May, New Jersey6. Esforços no combate à raiva também foram feitos em outras partes da América do Norte, como o Canadá7, embora sejam os EUA que possuem mais programas de vacinação oral. Um desses programas foi a prevenção da difusão da raiva nos guaxinins no Massachusetts pela vacinação oral de 63% da população, que foi o suficiente para a erradicação bem-sucedida da doença na área8. Outro exemplo é o programa de vacinação oral antirrábica para coiotes no Texas, que levou a uma significativa redução nos casos da doença interrompendo também seu crescimento na área afetada9. Foi proposto que um esforço coordenado entre EUA, México e Canadá deveria ser realizado a fim de atingir com sucesso a erradicação da raiva entre os carnívoros selvagens da América do Norte10.

Também estão disponíveis dados sobre outros casos de vacinações antirrábicas em outros continentes, como a vacinação canina na África11 e na Ásia12.

A raiva é uma doença horrível para os animais afetados. Embora os animais nos casos acima não tenham sido vacinados devido aos danos que a doença inflige neles, salvá-los pode beneficiá-los imensamente.

Ebola e grandes primatas

Doenças são uma das maiores ameaças às vidas de diversos animais selvagens, logo é inegável que eles se beneficiam da vacinação, mesmo quando esta não é feita diretamente para eles. De fato, os animais geralmente são vacinados por questões de saúde humana, ou simplesmente porque certos animais são particularmente amados. Contudo isso obviamente é vantajoso para eles.

Considere por exemplo o caso do Ebola no Zaire, que matou aproximadamente um terço da população mundial de gorilas e aproximadamente o mesmo número de chimpanzés13. Parece que a vacinação seria uma solução óbvia para combater essa doença. Na verdade, isso foi precisamente o que foi sugerido por organizações como a Vaccinape, que propõe a vacinação para salvar as vidas dos grandes primatas africanos. O procedimento de vacinação, que foi demonstrado ser viável e já foi empregado com sucesso para outras doenças como a raiva, consiste em vacinas colocadas em iscas que são comidas pelos animais ou, alternativamente em vacinar os animais com dardos hipodérmicos. Esses animais são tratados simplesmente porque são grandes primatas e suas espécies são altamente valorizadas. Outros animais podem não receber a mesma atenção. Entretanto, esse exemplo mostra que é possível ajudar animais na natureza através da vacinação.

Hepatite B e gibões

Existem outras doenças sérias, associadas com mais frequência a seres humanos, que também causam uma grande quantidade de sofrimento e morte a populações de animais selvagens. Hepatite B e tétano são doenças comuns entre gibões, assim como o sarampo e a raiva. Para prevenir o risco de transmissão, de humanos a gibões e vice-versa, a Fundação de Resgate a Animais Selvagens da Tailândia (The Wild Animal Rescue Foundation of Thailand) recomenda a vacinação de símios e trabalhadores humanos contra todas essas doenças14.

 

Peste suína e javalis selvagens

A Comissão Europeia recentemente apoiou uma proposta para a vacinação de javalis selvagens a fim de melhorar a saúde de porcos domesticados. O surgimento da peste suína em 1997 resultou na morte de mais de 10 milhões de porcos. Uma vacina administrada oralmente dará imunidade preventiva a javalis selvagens e estará pronta para uso para inoculações emergenciais em porcos domesticados15.

 

Vacinação como ferramenta de controle de doenças veterinárias no Reino Unido

O Reino Unido é provavelmente onde a imunização de animais contra doenças é mais comum. A vacinação é amplamente implementada para proteger animais de doenças como a Gripe Aviária ou a Doença de Newcastle em aves. Apesar do nome, A Doença de Newcastle proliferou-se bastante fora de Newcastle. Por exemplo, recentemente na China, um total de 1.989 pavões foram vacinados no Parque de Animais Selvagens de Yunnan contra a gripe aviária e a doença de Newcastle16.

No Reino Unido há um Banco de Vacinas e Antígenos onde o governo mantém suprimentos a serem usados em potenciais surtos, ou a serem implantadas para a conservação, por exemplo, de pinguins e papagaios. O Reino Unido também contribui para o Banco de Vacinas para Peste Suína Clássica da União Europeia (EU Vaccine Bank for Classical Swine Fever) (é usada vacina com marcador para porcos domesticados e vacina viva atenuada [estirpe-C] para javalis selvagens) assim como para banco de antígenos de alta prioridade Foot and Mouth, onde antígenos e vacinas são mantidos prontos para serem usados quando necessário17.

 

Antraz

Animais selvagens normalmente usados na caça por humanos (como troféu ou “caça seletiva”) às vezes ficam infectados com sérias doenças para as quais a vacinação é considerada uma medida apropriada. Antraz, por exemplo, uma doença aguda e letal, normalmente infecta mamíferos herbívoros e também os carnívoros que os predam. Dado o alto risco da doença se espalhar a humanos, particularmente devido ao consumo do corpo dos animais caçados, testes com vacinação já foram realizados. Um experimento piloto foi desenvolvido para a vacinação de animais tipicamente caçados nas chamadas “reservas de caça desportiva” (um termo especista para as vítimas da agressão de humanos) contra antraz. O experimento usou porquinhos-da-índia que foram vacinados subcutânea e oralmente, e desenvolveram com sucesso níveis de resistência à infecção18. Essas conclusões poderiam claramente ser estendidas para incluir outros animais similarmente infectados que não são caçados.

 

Peste negra, cães-da-pradaria e furões

Os efeitos devastadores da pandemia de “Peste Negra” sobre populações humanas são conhecidos por quase todo mundo. Porém não são tão conhecidas as taxas de mortalidade de roedores selvagens que ainda sucumbem a essa doença atualmente. Recentemente, na Dakota do Sul, a praga dizimou uma população de cães-da-pradaria e, por conseguinte, afetou seus predadores naturais, furões-de-pé-preto. Já que o furão-de-pé-preto é um dos mamíferos mais ameaçados na América do Norte, foram feitos esforços para vaciná-los. Entretanto, a captura e injeção de furões com a vacina provou-se menos eficaz que a imunização em massa de cães-da-pradaria. De fato, experimentos com cães-da-pradaria mostraram uma taxa de sobrevivência de mais de 95 por cento daqueles infectados após serem vacinados19. Apesar do objetivo da vacina ser a proteção dos furões, os cães-da-pradaria também estão se beneficiando. Pelo menos, isto é, até serem predados por furões sadios.

 

Brucelose e búfalos

Populações de búfalos no Parque Nacional de Yellowstone exibem altos níveis de vulnerabilidade à doença Brucelose. A fim de reduzir o risco de transmissão de búfalos para rebanhos, o Plano Coordenado de Manejo de Búfalos (Interagency Buffalo Management Plan) inclui um programa de vacinação para búfalos residentes ou migrantes na área20. Ajudar os búfalos por seus próprios interesses, sem levar em conta o perigo que possam significar para a saúde de rebanhos ou para a economia, também poderia ser considerado.

Tuberculose e javalis selvagens

Ao contrário do que geralmente pensa-se a tuberculose ainda é uma doença ativa atuando tanto em indivíduos humanos como não humanos. Recentemente, um experimento foi conduzido em que uma vacina oral foi deixada em iscas para javalis selvagens sob condições naturais de transmissão. O experimento mostrou que os javalis selvagens podem ser protegidos da tuberculose através da vacinação21.

 

Reduzindo a transmissão de doenças por insetos vetores

Em outros casos não é possível parar o avanço de uma doença vacinando animais, e outras medidas são necessárias para isso. Este é o caso, por exemplo, de doenças que são transmitidas por animais como carrapatos ou insetos.

Uma maneira de prevenir a propagação dessas doenças seria matar os insetos portadores da doença, mas isso obviamente seria prejudicial a eles. Existem outras maneiras de reduzir suas populações que não envolvem matar animais e que são na verdade mais bem-sucedidas. Isso pode ser feito fazendo-os ter mais descendentes machos que fêmeas, ter descendentes estéreis ou esterilizando-os. Algumas pessoas podem pensar que tais procedimentos são imorais, mas isso dificilmente pode ser assim quando a alternativa é a terrível agonia e morte que muitos animais enfrentariam caso contrário por causa da doença, além da morte de um grande número dos próprios insetos devido às suas dinâmicas populacionais.

Como no caso da vacinação contra doenças, poderíamos pensar que apesar de fazê-lo ser desejável, é simplesmente impossível de cumprir. Entretanto, mais uma vez, tais afirmações pessimistas estão erradas.

Uma técnica usada para esse propósito, a esterilidade herdada, consiste em propagar na área-alvo indivíduos de certa espécie cuja descendência será estéril22. Os machos são tratados de forma que os leva a ter menos descendentes, a maioria dos quais será estéril. Isso também causa mais nascimentos de machos que de fêmeas23.

A esterilização de insetos já foi utilizada em escala global. Foi inicialmente desenvolvida na década de 194024 e tem evoluído desde então.

Exemplos de uso bem-sucedido dessa técnica são os seguintes:

  • Moscas tsé-tsé podem transmitir a doença do sono e a elefantíase. Também transmitem tripanossomíase animal. Na Tanzânia na década de 1940 essa doença foi erradicada pela esterilização das moscas tsé-tsé. Durante as décadas seguintes, a técnica também foi usada em países como Burquina Faso, Nigéria e Uganda. O mosquito Culex quinquefasciatus (antes conhecido como Culex fatigans) é o vetor da filaríase linfática que tem consequências terríveis para humanos na Índia, Myanmar e Flórida.
  • Outra espécie de mosquito, Aedes aegypti, transmite a dengue, e também a febre amarela, chicungunha e outras doenças. Na década de 1970, foi utilizada a esterilização no Quênia para eliminar essas doenças.
  • Culex pipiens é o vetor de várias doenças, incluindo meningite, encefalite japonesa e febre do Nilo ocidental. Foi usada a esterilização na França contra esta doença na década de 1970.
  • Outra espécie de mosquito, Anopheles albimanus, transmite a malária. Na década de 1970 em El Salvador foi utilizada esterilização.

É claro, isso pode ter algumas consequências sobre os processos naturais que ocorrem nessas áreas. Contudo, é amplamente assumido que vale a pena adotar essas medidas. Isso é porque elas salvarão as vidas de um grande número de seres humanos. Como são vidas humanas que estão em jogo aqui, essa medida é geralmente aceita como completamente justificada. Por causa da parcialidade especista que existe, medidas como vacinação e esterilização de insetos vetores são consideradas completamente aceitáveis quando beneficiam humanos, mas não quando ajudam apenas animais não humanos25. Entretanto, por ser o especismo moralmente injustificado, temos que rejeitar essa maneira de pensar.


Leituras adicionais:

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Galizi, R.; Doyle, L. A.; Menichelli, M.; Bernardini, F.; Deredec, A.; Burt, A.; Stoddard, B. L.; Winbichler, N. & Crisanti, A. (2014) “A synthetic sex ratio distortion system for the control of the human malaria mosquito”, Nature Communications, 5, 3977 [acessed on 23 June 2014].

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Saggese, K.; Korner-Nievergelt, F.; Slagsvold, T. & Amrhein, V. (2011) “Wild bird feeding delays start of dawn singing in the great tit”, Animal Behaviour, 81, pp. 361-365.

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Wobeser, G. A. (2005) Essentials of disease in wild animals, New York: John Wiley and Sons.


Notas:

1 Steck, F.; Wandeler, A.; Bichsel, P.; Capt, S.; Hafliger, U. & Schneider, L.G. (1982) “Oral immunization of foxes against rabies. Laboratory and field studies”, Comparative Immunology, Microbiology and Infectious Diseases, 5, pp. 165-171.

2 O procedimento da vacinação oral de raposas é descrito aqui: Department for Environment, Food and Rural Affairs (2010) Vaccination as a control tool for exotic animal disease, London: DEFRA [accessed on 26 July 2013].

3 Baer, G. M.; Abelseth, M. K. & Debbie, J. G. (1971) “Oral vaccination of foxes against rabies”, American Journal of Epidemiology, 93, pp. 487-490.

4 Hanlon, C. A.; Niezgoda, M.; Hamir, A. N.; Schumacher, C.; Koprowski, H. & Rupprecht, C. E. (1998) “First North American field release of a vaccinia-rabies glycoprotein recombinant virus”, Journal of Wildlife Diseases, 34, pp. 228-239.

5 Hanlon, C. A. & Rupprecht, C. E. (1998) “The Reemergence of Rabies, in Scheld, D.; Armstrong, J. M.; Hughes, J. B. (eds.) Emerging Infections I, Washington, D.C.: ASM Press, pp. 59-80.

6 Rosatte, R.; Donovan, D.; Allan, M.; Howes, L. A.; Silver, A.; Bennett, K.; MacInnes, C.; Davies, C.; Wandeler, A. & Radford, B. (2001) “Emergency response to raccoon rabies introduction into Ontario”, Journal of Wildlife Diseases, 37, pp. 265-279.

7 MacInnes, C. D. & LeBer, C. A. (2000) “Wildlife management agencies should participate in rabies control”, Wildlife Society Bulletin, 28, pp. 1156-1167. MacInnes, C. D.; Smith, S. M.; Tinline, R. R.; Ayers, N. R.; Bachmann, P.; Ball, D. G. A.; Calder, L. A.; Crosgrey, S. J.; Fielding, C.; Hauschildt, P.; Honig, J. M.; Johnston, D. H.; Lawson, K. F.; Nunan, C. P.; Pedde, M. A.; Pond, B.; Stewart, R. B. & Voigt, D.R. (2001) “Elimination of rabies from red foxes in eastern Ontario”,Journal of Wildlife Diseases, 37, pp. 119-132.

8 Robbins, A. H.; Borden, M. D.; Windmiller, B.S.; Niezgoda, M.; Marcus, L. C.; O’Brien, S. M.; Kreindel, S. M.; McGuill, M. W.; DeMaria, A., Jr.; Rupprecht, C. E. & Rowell, S. (1998) “Prevention of the spread of rabies to wildlife by oral vaccination of raccoons in Massachusetts”, Journal of the American Veterinary Medical Association, 213, pp. 1407-1412.

9 Fearneyhough, M. G.; Wilson, P. J.; Clark, K. A.; Smith, D. R.; Johnston, D. H.; Hicks, B. N. & Moore, G. M. (1998), “Results of an oral rabies vaccination program for coyotes”, Journal of the American Veterinary Medical Association, 212, pp. 498-502.

10 Slate, D.; Rupprecht, C. E.; Rooney, J. A.; Donovan, D.; Lein, D. H.; Chipman, R.B. (2005) “Status of oral rabies vaccination in wild carnivores in the United States”, Virus Research, 111, pp. 68-76.

11 Cleaveland, S.; Kaare, M.; Tiringa, P.; Mlengeya, T. & Barrat, J. (2003) “A dog rabies vaccination campaign in rural Africa: impact on the incidence of dog rabies and human dog-bite injuries”, 21, pp. 1965-1973. Kitala, P. M.; McDermott, J. J.; Coleman, P. G. & Dye, C. (2002) “Comparison of vaccination strategies for the control of dog rabies in Machakos District, Kenya”, Epidemiology and Infection, 2002, 129, pp. 215-222.

12 Childs, J. E.; Robinson, L. E.; Sadek, R.; Madden, A.; Miranda, M. E. & Miranda, N. L. (1998) “Density estimates of rural dog populations and an assessment of marking methods during a rabies vaccination campaign in the Philippines”, Preventive Veterinary Medicine, 33, pp. 207-218. Pal, S. K. (2001) “Population ecology of free-ranging urban dogs in West Bengal, India”, Acta Theriologica, 46, pp. 69-78.

13 Torres, E. (2012) “Should we vaccinate wild apes?”, February 16 [accessed on 2 July 2013].

14 Wild Animal Rescue Foundation of Thailand (2007) “Information”, warthai.org [accessed on 15 July 2013].

15 European Commision (2007) “Animal health and welfare – Improving animal diets and well-being”, ec.europa.eu [accessed on 22 July 2013].

16 He, T. (2010) “1,989 peacocks vaccinated in Yunnan Wild Animal Park”, Kunming [accessed on 3 August 2013].

17 Department for Environment, Food and Rural Affairs (2010) Vaccination as a control tool for exotic animal disease: Key considerations, London: Department for Environment, Food and Rural Affairs [accessed on 10 August 2013].

18 Rengel, J. & Böhnel, H. (1994) “Vorversuche zur oralen Immunisierung von Wildtieren gegen Milzbrand”, Berliner und Münchener tierärztliche Wochenschrift, 107, pp.145-149.

19 Leggett, H. (2009) “Plague vaccine for prairie dogs could save endangered ferret”, Wired, 08.04.09 [accessed on 25 July 2013].

20 Buffalo Field Campaign (2008) “Vaccination of wild buffalo fact sheet”, buffalofieldcampaign.org [accessed on 15 July 2013].

21 Garrido, J. M.; Sevilla; I. A.; Beltrán-Beck, B.; Minguijón, E.; Ballesteros, C.; Galindo, R. C.; Boadella, M.; Lyashchenko, K. P.; Romero, B.; Geijo, M. V.; Ruiz-Fons, F.; Aranaz, A.; Juste, R. A.; Vicente, J.; de la Fuente, J. & Gortázar, C. (2011) “Protection against tuberculosis in Eurasian wild boar vaccinated with heat-inactivated Mycobacterium bovis”, PloS ONE, 6 (9), pp. 1-10 [accessed on 19 July 2013].

22 Dyckn, V. A.; Hendrichs, J. & Robinson, A. S. (eds.) (2005) Sterile insect technique, Dordrecht: Springer. Parker, A. & Mehta, K. (2007) “Sterile insect technique: a model for dose optimization for improved sterile insect quality”, Florida Entomologist, 90, pp. 88-95. Alphey, L.; Benedict, M.; Bellini, R.; Clark, G. G.; Dame, D. A.; Service, M. W. & Dobson, S. L. (2010) “Sterile-insect methods for control of mosquito-borne diseases: An analysis”, Vector-borne and zoonotic diseases, 10, pp. 295-311.

23 Gemmell, N. J.; Jalilzadeh, A.; Didham, R. K.; Soboleva, T. & Tompkins, D. M. (2013) “The Trojan female technique: A novel, effective and humane approach for pest population control”, Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 280.

24 Esse método foi implementado inicialmente para combater o parasitismo, e tem sido usado com este propósito desde então. Foi aplicado em casos de miíase (por Cochliomyia hominivorax) em lugares incluindo os EUA (Flórida e Texas), América Central, Antilhas Holandesas e Líbia.

25 Ver Loftin, R. W. (1985) “The medical treatment of wild animals”, Environmental Ethics, 7, pp. 231-239.

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