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Predação

A predação é responsável por uma das formas de sofrimento mais significativas que os animais experimentam na natureza. Embora alguns animais tenham evoluído defesas contra predadores, a maioria dos estudos interações predador-presa mostra que grandes números de animais são mortos por predadores1.

Os métodos pelos quais os predadores matam e consumem suas presas são diversos. A quantidade de tempo que leva antes da presa ser morta também varia. Alguns predadores matam sua presa antes do consumo. Outros, como hienas, habitualmente comem sua presa enquanto esta ainda está viva. Crocodilos abocanham suas presas e as submergem até que se afoguem. Alguns animais como garças e algumas espécies de cobras engolem as presas inteiras antes de digeri-las vivas.

É difícil estimar o sofrimento submetido aos animais enquanto estão sendo caçados e mortos. Pode ser que isso não seja tão ruim quanto aparenta inicialmente devido à presença de endorfinas. Entretanto, precisamos ser cautelosos, visto que podemos facilmente subestimar a dor sofrida por esses animais.

O trecho a seguir dá um relato vívido de uma leoa matando uma zebra:

“A leoa afunda suas garras curvadas nas ancas da zebra. Elas rasgam o couro duro e se fixam profundamente dentro do músculo. O animal assustado dá um berro alto enquanto seu corpo atinge o chão. Um instante depois, a leoa solta as garras das nádegas e afunda seus dentes na garganta da zebra, sufocando o som de terror. Seus caninos são longos e afiados, mas um animal grande como a zebra tem um pescoço enorme, com uma grossa camada de músculo sob a pele, então, apesar dos dentes perfurarem a pele, eles são pequenos demais para alcançar algum grande vaso sanguíneo. Portanto ela precisa matar a zebra por asfixia, apertando suas poderosas mandíbulas em torno da traqueia, bloqueando o ar de seus pulmões. É uma morte lenta. Se fosse um pequeno animal, digamos, uma gazela-de-thomson (Gazella thomsoni) do tamanho de um cão de grande porte, ela teria mordido através da nuca; então seus caninos teriam provavelmente esmagado a vértebra ou a base do crânio, causando morte instantânea. Da maneira que ocorre, a agonia da zebra vai durar cinco ou seis minutos.”2

 

Quantos predadores sofrem e morrem devido à sua dependência da caça?

Muitas pessoas acreditam que nos ecossistemas existe um perfeito equilíbrio em que os predadores matam certo número de presas, mantendo ambas as populações num nível estável. Nesse cenário, não existem distúrbios ou alterações (pelo menos até humanos aparecerem). Entretanto, isso está longe de ser verdade. Os números de predadores e presas estão variando o tempo todo. Isto acontece porque a predação reduz a população de presas. Como resultado disso, os predadores terão eventualmente menos animais para caçar. Portanto, alguns passarão fome e morrerão, e assim seus números serão reduzidos. Livre de predadores, a população de presas pode crescer novamente. Como resultado, haverá mais presas que os predadores podem caçar, assim o número de predadores crescerá. Isso aumentará a predação, levando a população de presas a decair. O ciclo então se repetirá3.

Esses processos são bem conhecidos e ocorrem entre muitos animais diferentes. Na dinâmica de populações isso é explicado usando modelos de Lotka-Volterra4. Esses modelos lidam com a variação das populações de animais e mostram que as maneiras pelas quais predadores e suas presas interagem afetam como suas populações variam através do tempo.

Estas são chamadas de interações predador-presa estáveis (ainda que, como vimos, elas não sejam realmente tão estáveis quando consideramos os animais envolvidos). Contudo, interações predador-presa instáveis também ocorrem às vezes. Nesses casos os predadores eventualmente exterminarão suas presas5.

Pode haver outros fatores que afetam esses animais. Por exemplo: os predadores podem ter outra presa, pode haver outros predadores que matam a mesma presa ou, outros predadores que matam os predadores. Pode também haver outros fatores limitantes como a escassez de alimento para a presa, temperatura e outras condições meteorológicas prejudiciais, ou escassez de água. Os modelos de Lotka-Volterra e outros fatores explicam porque o sofrimento e a morte são encontrados, não apenas entre as presas, mas também entre predadores.

 

Interação entre predação e outros fatores nocivos

Como explicado na seção sobre dinâmica de populações e sofrimento na natureza, o motivo básico por que existe tanto sofrimento e morte na natureza é o fato de que, enquanto muitos animais vêm a existir, há fatores limitantes que impedem seu crescimento populacional. Fatores como clima e disponibilidade de alimento levam muitos animais a morrer, na maioria dos casos com dor. A predação é também um desses fatores, mas pode ser combinada com outros.

Por exemplo, foi bem documentado que, quando há predadores numa certa área, aqueles animais passíveis de serem caçados podem tornar-se muito mais cautelosos e correm menos riscos quando se trata de procurar por alimento. Dessa forma, eles podem tornar-se subnutridos ou morrer de fome6. O resultado é conhecido entre ecólogos como “ecologia do medo” e as paisagens podem então ser “paisagens do medo”. Isso pode levar à propagação de árvores e outras plantas.

O medo da predação também causa estresse psicológico entre as presas. Essa pode ser uma das maiores causas de estresse psicológico na natureza.

Como os predadores matam as presas

Os predadores têm uma variedade de adaptações para capturar suas presas, incluindo rapidez, camuflagem, e sentidos avançados. Adaptações para matar as presas incluem dentes afiados, garras, veneno, ferrões e mandíbulas fortes. Há muitas maneiras pelas quais as presas são mortas. Ser comido por insetos é provavelmente uma morte particularmente dolorosa para grandes animais, já que o processo é lento. Por exemplo, não é raro aranhas comerem pássaros, cobras, sapos, lagartos, camundongos e morcegos. Elas primeiro injetam sua presa com veneno. Depois, elas podem triturar e comer o animal com suas presas. Como alternativa, elas podem injetar a presa com proteínas que liquefazem os órgãos internos, e então sugar o líquido. Em outros casos, os animais ficam presos nas teias e morrem de exaustão, inanição, desidratação ou calor excessivo. Besouros também podem comer animais muito maiores, tais como sapos. O besouro primeiro morde o sapo, causando uma reação violenta que sugere dor intensa. Após paralisar o animal, o besouro come o sapo das pernas para cima durante várias horas. Também é um fato conhecido que louva-a-deus comem pássaros.

Grandes mamíferos são alguns dos mais bem conhecidos predadores, em parte porque seus efeitos são muito visíveis. Lobos podem matar suas presas rasgando o reto ou a genitália e deixando o animal sangrar abundantemente até que esteja enfraquecido o suficiente, quando então o lobo o comerá vivo. Alternativamente, a presa pode ser estripada. Coiotes mordem as pernas de suas presas enquanto as perseguem, até que a presa esteja enfraquecida para ser morta. Animais predados por coiotes têm uma morte algo rápida, seja por sufocamento ou tendo sua garganta arrancada. Porém, coiotes frequentemente falham em matar suas presas, deixando-as a morrer de choque, perda de sangue ou infecção. Onças-pardas também sufocam suas presas. Elas podem também perfurar a garganta do animal ou esmagar o crânio. Ursos estraçalham suas presas e mordem-nas várias vezes ao longo da coluna. Eles levam um longo tempo até matá-las, e há sinais de luta extensa. Dragões-de-komodo e hienas costumam ser vistos comendo suas presas vivas.

Cobras frequentemente engolem a presa viva, e esta morre em suas bocas ou em seus tratos intestinais. Linces derrubam suas presas, arranham-nas e mordem na traqueia, levando-as a morrer de sufocamento ou choque. As presas também podem ser mortas por mordidas na cabeça ou pescoço.

Às vezes os predadores se alimentam de animais sem matá-los, um fenômeno mais similar ao parasitismo. Animais criados por humanos para alimentação são frequentemente vítimas disso, mas não há motivo para acreditar que isso não ocorre também na natureza. Coiotes comem caudas, genitálias e traseiros de bovinos vivos, particularmente bezerros. Coiotes e ursos comem as tetas de vacas vivas. Aves frequentemente arrancam com o bico os olhos de animais menores que elas.

Alguns comem animais que não são tipicamente parte de suas dietas se tiverem a oportunidade. Por exemplo, tartarugas e peixes comem aves, e alguns sapos comem camundongos. Houve até mesmo exemplos de vacas comendo galinhas.

Finalmente, plantas carnívoras afogam suas vítimas ou matam-nas com substâncias químicas. Na maioria dos casos elas prendem insetos ou outros invertebrados, apesar de algumas poderem também capturar pequenos vertebrados como sapos, ratos, lagartos ou pequenos pássaros que foram observados em suas armadilhas.


 

Leituras adicionais:

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Notas:

1 Os animais evoluíram uma grande variedade de defesas contra predadores, mostrando que a predação é uma poderosa força de seleção na natureza. Exemplos são defesas químicas, colorações de advertência, camuflagem e mimetismo. Um exemplo de espécie de presa que tem uma defesa química é o besouro bombardeiro. Esse besouro ejeta um spray quente de substâncias químicas nocivas nos agressores. Coloração de advertência é a coloração que espécies de presas evoluíram e fazem lembrar o gosto ruim de um organismo. Camuflagem é a coloração que organismos evoluíram para melhor se misturarem ao seu meio circundante e assim reduzirem o risco de serem comidos por um predador. O mimetismo envolve ter a aparência de outra espécie. Isso pode ocorrer quando várias espécies tóxicas passam por uma convergência evolutiva e se tornam parecidas, ou quando uma espécie palatável evolui para parecer com uma espécie impalatável. Existem ainda mais defesas que as mencionadas aqui, todas apontando a predação como uma grande força de seleção. Apesar dessas defesas, o sofrimento e a morte devido à predação são ainda prevalentes, como foi documentado por aproximadamente 1500 estudos sobre a relação predador-presa que ecólogos executaram, nos quais 72% mostraram uma grande redução no número das presas devido à ação dos predadores. Ver Brooker, R. J.; Widmaier, E. P.; Graham, L. E. & Stiling, P. E. (2010) Biology, New York: McGraw-Hill, ch. 57.2.

(see Brooker, R. J.; Widmaier, E. P.; Graham, L. E. & Stiling, P. E. (2010) Biology, New York: McGraw-Hill, ch. 57.2).

2 McGowan, C. (1997) The raptor and the lamb: Predators and prey in the living world, New York: Henry Holt and Company, pp. 12-13.

3 Para observar isso graficamente, ver este modelo predador-presa, esta simulação algorítmica de Lotka ou este modelo de equações predador-presa.

4 Equações de Lotka-Volterra são equações diferenciais de primeira ordem que podem ser apresentadas como segue:

dx/dt = x (A -By)

dy/dt = -y (C-Dx)

onde t representa o tempo; é o número de animais de uma certa espécie mortos como presa (tais como lebres, por exemplo); é o número de predadores de uma certa espécie (como linces, por exemplo); A representa a taxa de crescimento da presa; é a taxa em que os predadores em estudo matam a presa; é a taxa de mortalidade dos predadores; e é a taxa de crescimento dos predadores devido ao fato de se alimentarem da presa em estudo. Portanto elas estudam como as populações dos animais mortos como presas e as dos predadores variam ao longo do tempo, sob a suposição que os fatores que afetam isso são os representados em ABC e D.

Ver Lotka, A. J. (1920) “Analytical note on certain rhythmic relations in organic systems”, Proceedings of the National Academy of Sciences Of the USA (PNAS), 6, pp. 410-415 [acessado em 12 February 2013]; Volterra, V. (1931) “Variations and fluctuations of the number of individuals in animal species living together”, in Chapman, R. N. (ed.) Animal ecology, New York: McGraw-Hill, pp. 3-51.

5 Esses processos foram estudados em diferentes lugares e com diferentes espécies de animais. Um caso bem conhecido é o da caça de alces por lobos em Ilha Royale no Lago Superior, EUA, que foi estudada continuamente desde 1959. Ver Peterson, R. O. (1999) “Wolf-moose interaction on Isle Royale: the end of natural regulation?”, Ecological Applications, 9, pp. 10-16.

6 Horta, O. (2010) “The ethics of the ecology of fear against the nonspeciesist paradigm: A shift in the aims of intervention in nature”, Between the Species, 13 (10), pp. 163-87 [acessado em 21 October 2013].

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